popup site.jpg

O Núcleo tem o prazer de convidar os/as artistas gráficos que tenham um projeto inédito em gravura para se inscreverem nesta premiação. 

1º Prêmio Marcello Grassmann- artes gráficas

inscrições prorrogadas-

11 de abril até a meia noite

XXVIII Semana Cultural

Marcello Grassmann

de 20 a 27 de setembro de 2020

Semana Cultural

XXIX Semana Cultural Marcello Grassmann

inscrições prorrogadas-

11 de abril até a meia noite

Livro dos Afetos

O "Livro dos afetos" é a primeira publicação do Núcleo. Foram dois anos de organização e produção com encontros movidos a "carolinas", cafés e uma vontade grande de realizar este projeto.

Exposição:

Marcello e a Biblioteca

Em 2016 o Núcleo fez sua primeira doação, o “Caderno de Viagem” segue para a reserva técnica da Biblioteca Mário de Andrade (...)

 
Livro dos Afetos- Marcello Grassmann

Leon Kossovitch; Denis Bruza Molino; Ana Godoy;

2019

O "Livro dos afetos" é a primeira publicação do Núcleo. Foram dois anos de organização e produção com encontros movidos a "carolinas", cafés e uma vontade grande de realizar este projeto.

Viu-se muito do acervo, discutimos textos, design, o que entra, o que sai, muitas idas à gráfica (IPSIS) para tratar as imagens, autorização de imagens, isbn, revisa texto, motoboy, fecha arquivo, acabamento, fecha capa, troca capa, muda guarda, muda data, paga, aprova boneco, revisa tudo de novo, imprime e entrega.

 
Exposição: Marcello Grassmann e a Biblioteca Mário de Andrade 

Em 2016 o Núcleo fez sua primeira doação, o “Caderno de Viagem” segue para a reserva técnica da Biblioteca Mário de Andrade junto com os “Álbuns de Xilogravura de Sorocaba” de 1949 e o de “Roma” comprados por Sergio Milliet quando diretor da BMA. Já no acervo do Núcleo encontra-se o “Álbum de Monotipias” de 1949, com as mesmas imagens dos “Álbuns de Xilogravura de Sorocaba”, onde o Núcleo conclui ser um dos únicos estudos de Marcello, já que para o artista tudo era trabalho, o que não gostava, queimava. Esse conjunto peculiar traz a esta exposição uma característica própria, formando um recorte para o diálogo entre os dois acervos, Núcleo e Biblioteca. Somando a estas obras, serão mostrados livros raros que foram referências e importantes para a formação do artista, resultando assim, uma bela mostra de afetos.

 

Nina Kreis, responsável pelo acervo do Núcleo e da catalogação das obras do livro, assume a curadoria ao lado de Joana Moreno de Andrade do setor de obras raras da Biblioteca Mário de Andrade. Na intenção de fazer a interface dessa curadoria entre as instituições, o Núcleo convidou o curador, Fabrício Reiner, compondo assim, uma equipe de curadores para construir e pensar no diálogo entre os dois acervos.

Nina Kreis é gravadora, impressora e diretora do Núcleo, responsável pela catalogação e manutenção do acervo. Foi assistente e amiga de Marcello num convívio de dez anos.

 

Joana Moreno de Andrade é bibliotecária, coordenadora da seção de obras raras e especiais da Biblioteca Mário de Andrade por 16 anos.

 

Fabrício Reiner, é mestre em filosofia em Cultura e Identidades Brasileiras pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, participou de diversas pesquisas acadêmicas no âmbito da história da arte. Desenvolveu também projetos técnicos e curatoriais em entidades como a Biblioteca Mário de Andrade e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Atua como curador independente.

A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE PARA A FORMAÇÃO DO ARTISTA 

“No começo de nossa frequentação na Biblioteca, na Discoteca e no Café éramos três: você (Otávio Araújo), Sacilotto e eu, em seguida vieram Luís Andreatini, com as seções de desenho acompanhadas de música de jazz, ou “eruditas”, em sua casa da rua Capote Valente, Carlos Prósperi (Aldemir Martins chegaria em 1946), e alguns outros para aumentar a pequena “confraria” de jovens aspirantes a artista.”- Octávio Ferreira Araújo, 1995.

Neste trecho de um texto retirado do livro “O mundo mágico de Marcelo Grassmann”, o amigo e artista Octávio Araújo descreve bem a geração de artistas e as itinerâncias pela cidade de São Paulo, incluindo longas paradas na Biblioteca, principalmente na seção de obras raras, onde tinham até “passe livre”.

Esta convivência na Biblioteca Mário de Andrade foi importantíssima para a formação de Marcello como também de sua geração. relembrando do grande incentivo do diretor Sérgio Milliet responsável por aquisições de revistas estrangeiras nas quais os artistas poderiam acompanhar o que acontecia na Europa como também a aquisição de obras desses artistas, como os álbuns de xilogravura feito em Sorocaba por Marcello.